Classe de incêndio D: qual extintor utilizar?
Incêndios classe D envolvem metais combustíveis como magnésio, lítio, potássio, zinco, titânio e alumínio, exigindo extintor específico com pó especial compatível com o metal, já que água e extintores comuns podem agravar a ocorrência.
Dicas e cuidados
24.08.2026 - 10:52:00 | 5 minutos de leitura

O que é um incêndio classe D?
A classe de incêndio D compreende o fogo envolvendo metais combustíveis ou pirofóricos, como magnésio, lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio, sódio e zircônio.Entre os materiais e formas que podem apresentar esse risco estão:• Magnésio;
• Sódio;
• Potássio;
• Titânio;
• Zircônio;
• Cálcio e bário;
• Zinco;
• Alumínio (especialmente quando fragmentado, em pó, limalhas ou cavacos).
Nem toda peça metálica queima com facilidade. O risco tende a aumentar quando o metal está na forma de pó, cavaco, limalha, aparas ou partículas finas, pois a maior área de contato favorece reações rápidas e temperaturas elevadas.
Qual extintor utilizar em um incêndio classe D?
A resposta direta é: deve ser utilizado um extintor classe D com pó especial compatível com o metal combustível.Agentes à base de cloreto de sódio, grafite e outros compostos especiais podem ser empregados. No entanto, a seleção precisa considerar o tipo de metal, a quantidade existente, a forma física do material, o processo realizado e as instruções do fabricante.O extintor classe D disponibilizado pela C.M. Couto, por exemplo, utiliza pó à base de cloreto de sódio e é indicado para princípios de incêndio envolvendo sódio, magnésio, bário, cálcio, potássio, alumínio, zinco, titânio e zircônio. Esse modelo específico não é indicado para lítio.Portanto, não basta procurar qualquer equipamento identificado como classe D: é necessário confirmar expressamente na ficha técnica, no rótulo e nas orientações do fabricante se o agente extintor é adequado ao metal presente no local.
Como funciona o extintor classe D?
O pó químico é aplicado sobre o metal em combustão para formar uma camada abafadora sobre o material. Isso reduz o contato com o oxigênio, limita a dispersão de partículas em chamas e contribui para o controle do calor.A aplicação deve ser suave e seguir rigorosamente as instruções do fabricante. Um jato inadequado pode espalhar pó metálico ou partículas incandescentes, ampliando a área atingida. Por isso, alguns extintores classe D utilizam mangote, tubo prolongador e difusor, permitindo uma descarga mais lenta e controlada.
Por que não se deve utilizar um extintor comum?
Os incêndios classe D atingem temperaturas extremas e geram reações químicas intensas. Água, gases e agentes químicos convencionais são incapazes de extinguir incêndios em metais combustíveis e podem até reagir negativamente com eles
Pode jogar água em incêndio classe D?
Não. Não se deve aplicar água em um metal combustível em chamas. Em contato com determinados metais aquecidos, a água pode gerar reações perigosas, favorecer a liberação de gás hidrogênio e provocar explosões ou intensificar a combustão.Em caso de emergência, a orientação é seguir o plano de resposta da instalação, evacuar a área e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros.
O extintor ABC apaga incêndio classe D?
Não. O extintor ABC convencional não é adequado para a classe D. Embora seja chamado de multipropósito, ele foi desenvolvido para materiais sólidos comuns (Classe A), líquidos inflamáveis (Classe B) e equipamentos elétricos energizados (Classe C). Seu agente não é compatível com metais combustíveis.
Extintor classe D serve para incêndios com lítio?
Dependerá do agente extintor.O lítio metálico é um metal combustível e enquadra-se na classe D. Entretanto, isso não significa que qualquer pó classe D possa ser usado — o extintor à base de cloreto de sódio da CM Couto, por exemplo, tem contraindicação expressa para lítio.Além disso, é fundamental diferenciar o lítio metálico das baterias de íons de lítio:• Baterias de íons de lítio: podem entrar em fuga térmica (thermal runaway), liberando gases inflamáveis e propagando fogo entre células. Elas exigem estratégias específicas de resfriamento e supressão, com extintores desenvolvidos especialmente para baterias de íons de lítio.
Onde existe risco de incêndio classe D?
Esse tipo de ocorrência está associado principalmente a indústrias e ambientes que manipulam metais reativos, tais como:• Fundições e siderúrgicas;
• Indústrias metalúrgicas e usinagem;
• Fabricação de componentes aeronáuticos e automotivos;
• Laboratórios e indústrias químicas;
• Locais de armazenamento de metais pirofóricos ou geração de cavacos e limalhas.
O risco não deve ser avaliado apenas pelo tipo de metal, mas também pela granulometria (tamanho das partículas), temperatura do processo, umidade no ambiente e presença de fontes de ignição.Inspeção e treinamento são indispensáveisA presença do equipamento correto não elimina a necessidade de inspeções periódicas. O extintor deve permanecer desobstruído, sinalizado e com lacre, carga e componentes em dia.Além disso, somente pessoas capacitadas devem tentar combater um princípio de incêndio. Se houver fumaça intensa, propagação rápida ou incerteza sobre o material envolvido, a prioridade deve ser abandonar a área com segurança e acionar o Corpo de Bombeiros (193).
Conclusão
Para combater incêndios classe D, deve ser utilizado um extintor específico para classe D com o agente compatível com o metal envolvido. Extintores comuns, água, espuma ou CO₂ não devem ser aplicados, pois podem reagir severamente ou causar explosões.A análise do tipo de metal e das condições do ambiente é essencial para definir a proteção correta e garantir a segurança das instalações.Fale com nossa equipe e solicite orientação para escolher o extintor compatível com o risco identificado.
O que é um incêndio classe D?
A classe de incêndio D compreende o fogo envolvendo metais combustíveis ou pirofóricos, como magnésio, lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio, sódio e zircônio.
Entre os materiais e formas que podem apresentar esse risco estão:
• Magnésio;
• Sódio;
• Potássio;
• Titânio;
• Zircônio;
• Cálcio e bário;
• Zinco;
• Alumínio (especialmente quando fragmentado, em pó, limalhas ou cavacos).
• Sódio;
• Potássio;
• Titânio;
• Zircônio;
• Cálcio e bário;
• Zinco;
• Alumínio (especialmente quando fragmentado, em pó, limalhas ou cavacos).
Nem toda peça metálica queima com facilidade. O risco tende a aumentar quando o metal está na forma de pó, cavaco, limalha, aparas ou partículas finas, pois a maior área de contato favorece reações rápidas e temperaturas elevadas.
Qual extintor utilizar em um incêndio classe D?
A resposta direta é: deve ser utilizado um extintor classe D com pó especial compatível com o metal combustível.
Agentes à base de cloreto de sódio, grafite e outros compostos especiais podem ser empregados. No entanto, a seleção precisa considerar o tipo de metal, a quantidade existente, a forma física do material, o processo realizado e as instruções do fabricante.
O extintor classe D disponibilizado pela C.M. Couto, por exemplo, utiliza pó à base de cloreto de sódio e é indicado para princípios de incêndio envolvendo sódio, magnésio, bário, cálcio, potássio, alumínio, zinco, titânio e zircônio. Esse modelo específico não é indicado para lítio.
Portanto, não basta procurar qualquer equipamento identificado como classe D: é necessário confirmar expressamente na ficha técnica, no rótulo e nas orientações do fabricante se o agente extintor é adequado ao metal presente no local.
Como funciona o extintor classe D?
O pó químico é aplicado sobre o metal em combustão para formar uma camada abafadora sobre o material. Isso reduz o contato com o oxigênio, limita a dispersão de partículas em chamas e contribui para o controle do calor.
A aplicação deve ser suave e seguir rigorosamente as instruções do fabricante. Um jato inadequado pode espalhar pó metálico ou partículas incandescentes, ampliando a área atingida. Por isso, alguns extintores classe D utilizam mangote, tubo prolongador e difusor, permitindo uma descarga mais lenta e controlada.
Por que não se deve utilizar um extintor comum?
Os incêndios classe D atingem temperaturas extremas e geram reações químicas intensas. Água, gases e agentes químicos convencionais são incapazes de extinguir incêndios em metais combustíveis e podem até reagir negativamente com eles
Pode jogar água em incêndio classe D?
Não. Não se deve aplicar água em um metal combustível em chamas. Em contato com determinados metais aquecidos, a água pode gerar reações perigosas, favorecer a liberação de gás hidrogênio e provocar explosões ou intensificar a combustão.
Em caso de emergência, a orientação é seguir o plano de resposta da instalação, evacuar a área e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros.
O extintor ABC apaga incêndio classe D?
Não. O extintor ABC convencional não é adequado para a classe D. Embora seja chamado de multipropósito, ele foi desenvolvido para materiais sólidos comuns (Classe A), líquidos inflamáveis (Classe B) e equipamentos elétricos energizados (Classe C). Seu agente não é compatível com metais combustíveis.
Extintor classe D serve para incêndios com lítio?
Dependerá do agente extintor.
O lítio metálico é um metal combustível e enquadra-se na classe D. Entretanto, isso não significa que qualquer pó classe D possa ser usado — o extintor à base de cloreto de sódio da CM Couto, por exemplo, tem contraindicação expressa para lítio.
Além disso, é fundamental diferenciar o lítio metálico das baterias de íons de lítio:
• Baterias de íons de lítio: podem entrar em fuga térmica (thermal runaway), liberando gases inflamáveis e propagando fogo entre células. Elas exigem estratégias específicas de resfriamento e supressão, com extintores desenvolvidos especialmente para baterias de íons de lítio.
Onde existe risco de incêndio classe D?
Esse tipo de ocorrência está associado principalmente a indústrias e ambientes que manipulam metais reativos, tais como:
• Fundições e siderúrgicas;
• Indústrias metalúrgicas e usinagem;
• Fabricação de componentes aeronáuticos e automotivos;
• Laboratórios e indústrias químicas;
• Locais de armazenamento de metais pirofóricos ou geração de cavacos e limalhas.
• Indústrias metalúrgicas e usinagem;
• Fabricação de componentes aeronáuticos e automotivos;
• Laboratórios e indústrias químicas;
• Locais de armazenamento de metais pirofóricos ou geração de cavacos e limalhas.
O risco não deve ser avaliado apenas pelo tipo de metal, mas também pela granulometria (tamanho das partículas), temperatura do processo, umidade no ambiente e presença de fontes de ignição.
Inspeção e treinamento são indispensáveis
A presença do equipamento correto não elimina a necessidade de inspeções periódicas. O extintor deve permanecer desobstruído, sinalizado e com lacre, carga e componentes em dia.
Além disso, somente pessoas capacitadas devem tentar combater um princípio de incêndio. Se houver fumaça intensa, propagação rápida ou incerteza sobre o material envolvido, a prioridade deve ser abandonar a área com segurança e acionar o Corpo de Bombeiros (193).
Conclusão
Para combater incêndios classe D, deve ser utilizado um extintor específico para classe D com o agente compatível com o metal envolvido. Extintores comuns, água, espuma ou CO₂ não devem ser aplicados, pois podem reagir severamente ou causar explosões.
A análise do tipo de metal e das condições do ambiente é essencial para definir a proteção correta e garantir a segurança das instalações.
Fale com nossa equipe e solicite orientação para escolher o extintor compatível com o risco identificado.
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